Autor (a): Gilmar Laguna

Na última semana completamos 1 ano de pandemia COVID-19 em nosso país. Ao longo deste último ano, alguns temas ganharam mais relevância e popularidade, entre eles: saúde e responsabilidade social (devido aos impactos diretos da pandemia); e bolsa de valores (devido a menor taxa de juros da história). Neste contexto, uma outra sigla também ganhou certa popularidade em 2020 e, de certa forma, une estes dois temas.

A sigla ESG advém do termo em inglês Environmental, Social and Governance – ou, em português, ASG, referindo-se à Ambiental, Social e Governança. No mundo dos investimentos, investimento ESG é aquele que incorpora questões ambientais, sociais e de governança como critérios na análise, indo além das tradicionais métricas econômico-financeiras e, com isso, permitindo uma avaliação das empresas de forma holística.

O ISE é uma ferramenta para análise comparativa da performance das empresas listadas na B3 sob o aspecto da sustentabilidade corporativa, baseada em eficiência econômica, equilíbrio ambiental, justiça social e governança corporativa. Também amplia o entendimento sobre empresas e grupos comprometidos com a sustentabilidade, diferenciando-os em termos de qualidade, nível de compromisso com o desenvolvimento sustentável, equidade, transparência e prestação de contas, natureza do produto, além do desempenho empresarial nas dimensões econômico-financeira, social, ambiental e de mudanças climáticas.

Ao analisarmos o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) a alta foi de 257% desde a sua criação em 2005 até o primeiro semestre de 2020. Apesar da defasagem em virtude do período de análise, já serve para identificarmos o crescimento exponencial de tais práticas. Isso porque, empresas ESG possuem menor risco de envolvimento em fraudes, processos trabalhistas e outras ações jurídicas.

A adoção de princípios ESG na análise de empresas permite-nos trazer para mesa de discussão questões que, além de serem fatores cruciais para o bem da sociedade, manutenção do planeta e construção de um mundo melhor, afetam diretamente os resultados das empresas.

É possível ver várias razões estruturais pelas quais a participação dos investimentos ESG continuará a aumentar: O engajamento dos investidores e o comportamento dos consumidores está levando as empresas a se reinventarem; A regulação força, cada vez mais, os tópicos ESG na agenda de investidores; e por fim, o ESG tem sido um sinal particularmente eficaz de geração de retorno.

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